Sonhos para a Escola Pública Municipal II - O Retorno


Na quinta, dia 5 de setembro, tivemos a devolutiva da nossa lista de desejos para a escola pública municipal. Confira o primeiro post neste link. Três assessoras responderam item por item da nossa extensa lista!

Continuamos com a sensação que um dos desafios da educação pública é conseguir que o serviço alcance todo mundo. Há iniciativas boas, porém elas não atendem de maneira suficientes.


Soubemos que tem um projeto piloto sobre Cultura de Paz e estamos muito esperançosas que ele chegue logo em todas as escolas.

Explicamos que é preciso fazer uma maior integração das UBS de referência da escola com a comunidade escolar em assuntos como piolho e vermes. Já existe uma integração com o SUS, mas ela precisa ser ampliada e adequada para cada comunidade escolar. Falamos também da importância de se cuidar da saúde mental dos profissionais da educação, já que essa é a maior causa de afastamento dos profissionais.

Soubemos que é possível os professores e coordenadores fazerem cursos online sobre como trabalhar com esportes para crianças com deficiência.

http://www.cpb.org.br/ocomite/educacaoparalimpica

O Rolê Cultural é um programa da prefeitura que fala sobre dinheiro para alugar ônibus para passeio para locais culturais. Tem mais informações nesse link.

Falamos também da falta de acessibilidade no entorno das escolas, e achamos que esse assunto tem bastante potencial de amadurecer mais e ocorrer de fato das escolas. É muito importante garantir um acesso seguro para todos que frequentam a escola. Área Escolar de Segurança - Lei 14.492/07

Soubemos de um programa chamado "Quem visita somos nós" onde é enviado para a escola um grupo de teatro contratado pela SME. Temos a sensação que é um programa maravilhoso por permite que os alunos tenham acesso a espetáculos artísticos, porém, poucas pessoas sabem como ele funciona. A orientação que recebemos é a escola deve mandar email para smecoceu@sme.prefeitura.sp.gov.br mostrando interesse em receber a visita do teatro, e quando houver data disponível, a SME entra em contato.

Explicamos também a importância de se promover jogos cooperativos durante as aulas, os polos e o recreio nas férias.

Falamos da urgência em se criar novas EMEI's pois o Plano Municipal de Educação prevê 25 alunos por sala, porém temos recebidos muitos relatos de sala com 30 a 35 alunos. Nos retornaram que há 12 CEU's em construção, e muitos deles com CEMEI, que atendem crianças de 0 a 6 anos.

Nos informaram que o Cardápio Escolar Sustentável está em implantação. Pedimos para conversarmos melhor sobre esse assunto pois entendemos que cuidar da alimentação da escola é garantir crianças mais nutridas e com mais interesse em não faltar as aulas. http://vegnutri.com.br/cardapio-escolar-sustentavel-e-lancado-em-sao-paulo/


Alguns assuntos entendemos que não tem muito como resolver, como disponibilizar estagiárias que auxiliem na alfabetização até o terceiro ano. Hoje é oferecido auxiliar apenas no primeiro ano. E também o assunto das tarifas bancárias, pois há um projeto em teste com o Banco do Brasil e algumas escolas de se utilizar cartão de crédito e não mais o cheque, e nesse projeto, está prevista a isenção de tarifas. Infelizmente a previsão desse projeto valer para toda rede é só em outubro de 2020. Pelas nossas contas, a cada ano, mais de R$ 2 milhões saem das escolas e vão para o banco em forma de tarifas. Esperamos que o PL 9055/2017 que prevê a proibição de tarifas bancárias para escolas seja aprovado o quanto antes. https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2160856


Explicamos também da importância de se estender os indicadores de qualidade para as EMEF's. Na visão da SME, o conselho deveria atender o que os indicadores atendem, porém na nossa visão, os indicadores são muito mais amplos e democráticos, já que todo os assuntos propostos são avaliados, e não depende de aprovação do conselho escolar. Conheça mais dos indicadores, é maravilhoso demais. http://www.capital.sp.gov.br/noticia/rede-municipal-constroi-indicadores-da-qualidade


E sobre as hortas, dissemos que é preciso um responsável técnico cuidando das hortas, que passe periodicamente nas escolas ajudando a comunidade a garantir a correta manutenção do espaço.

Resumindo bem, isso foi um pouco do que conversamos com a SME.


E qual o seu sonho para as escolas públicas?

Como você está construindo essa realidade?


Nos mande um email ou deixe um comentário.

ocupamae@gmail.com


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