Aulas Remotas da Escola Pública

Relatos

Aluna do segundo ano de EMEF

Mãe, o que é isso aqui? Esse cá a te e é skate? O que significa comente? Vou precisar ler tudo isso? Você pode ler comigo?

Estas foram algumas das dúvidas que minha filha de 7 anos teve durante lição de casa. Ela acessava o material que a professora da EMEF (escola municipal de ensino fundamental) disponibilizou na plataforma do Google ClassRoom.

 

Consegui adiantar um pouco do almoço. E neste dia, a internet do bairro está disponível. Na minha primeira tentativa, a internet não estava funcionando. Moro numa região periférica, próximo a Diadema, e aqui o plano mais barato para internet custa R$ 100 por mês. 

 

Fiquei com muito receio de disponibilizar meu computador que uso para trabalhar e estudar para ela, mas não teve outro jeito.

Enquanto minha filha de 7 anos acessava as aulas, eu estava ao lado, tentando auxilia-la e mantendo minha outra filha de 4 anos ocupada fazendo desenhos e atividades em papel de rascunho.

 

A cada risada da irmã mais nova, a mais velha se distraía. Várias vezes a mais velha se levantou pra ver o que a irmã mais nova fazia.

Ela precisou de muitos minutos para fazer a lição. E eu comecei a ficar preocupada pois precisava terminar o almoço.

A mais nova estava com fome e começou a reclamar e pedir pra comer frutas. A mais velha também pediu. Mas eu não poderia deixá-la comendo usando meu computador.

Precisei acelerar um pouco a atividade dela dizendo que estava ótimo o que ela tinha feito e que não precisava terminar tudo. Ela pediu pra terminar. Deixei ela na sala e fui com a minha filha mais nova na cozinha terminar o almoço.

Minha filha mais velha gostou de fazer a lição, pediu para fazer mais, pois viu que tinha outras lições disponíveis, mas infelizmente não consegui atender esse pedido.

Ela comeu uma fruta antes do almoço pois não aguentou a fome.

Enquanto a comida esquentava no fogão, juntei os papéis, canetas, guardei meu computador e passei um pano na mesa para podermos almoçar.

 

Foi muito desafiador consegui acompanhar a tarefa. 

Minha filha teve dúvidas que eu sabia responder, como contar o que era um hidrante e soletrar como se escrevia. Explicar o que significa "comente", que ela achou estar relacionado com comer, e a fazer um anúncio de venda de bicicleta. E se eu não soubesse responder? Eu não consegui ler a tarefa toda antes pois estava tentando manter minha filha mais nova de 4 anos longe do meu computador.

Se você quer compartilhar seu relato de como está sendo as aulas virtuais da escola pública, nos escreva no ocupamae@gmail.com

Aluno do infantil 1 de EMEI

As aulas remotas da escola do meu filho estão acontecendo através de emails enviados pelas duas professoras, da manhã e da tarde.

 

As professoras estão gravando vídeos diariamente e sempre dando uma dica de brincadeira, atividade educacional ou links com sugestões do que ler e ver.

 

Como ele entrou este ano, frequentou a escola por um mês praticamente, mas mesmo assim tem carinho, fez alguns bons amigos e gosta muito das professoras.

Estas "aulas" remotas,  estão sendo muito bacanas, construtivas e principalmente ajudando a manter o laço afetivo com a escola.

 

Recentemente ele disse que está com saudades, coisa que não havia dito até então. Maio/2020.

Aluno de 11 anos, inclusão, sexto ano de EMEF

A escola disponibilizou acesso aos conteúdos através do Google classroon,onde os alunos recebem conteúdos através do aplicativo e teriam que ter uma apostila que seria enviada no início de abril (o que não aconteceu), continuamos aguardando o envio do material.

 

Meu filho por ser aluno de inclusão e não ser alfabetizado ainda (está no 6° ano) e tem muita dificuldade de realizar as atividades propostas sem a apostila.

 

Fora isso, ele não tem aula online nem vídeos dos professores explicando o conteúdo e nem lição de casa.

 

O que os professores disponibilizam é só as orientações do que deve ser feito com base na apostila que ainda não chegou, resumindo, ele não está tendo aula

Sou casada, funcionária pública e mãe da Clara de 5 anos e do Mario de 11 anos. 


Nesse período de pandemia tanto eu como o pai das crianças continuamos trabalhando, no entanto, eu venho me mantendo em trabalho remoto e ele tem saído diariamente para trabalhar.

Além dos filhos, tenho a responsabilidade de amparar minha mãe idosa e com câncer.


A rotina tem sido difícil principalmente por que não conto com apoio e preciso dar conta de toda rotina da casa, cuidado com os filhos incluindo as demandas escolares do meu filho mais velho e questões gerais da minha mãe e  do trabalho.

Com tantas tarefas diárias, por vezes me vejo a beira de um ataque de nervos, principalmente por que são muitas responsabilidades sem ter a quem pedir ajuda, alem disso temos problemas com a internet e notebook que ê antigo e com frequência da problema.

Pra piorar o marido ao invés de ajudar qdo chega do trabalho,, muitas vezes só sabe cobrar.

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© 2019 por Carolina Borges